Quero andar distraída, perdida em meus pensamentos, e me deparar com ele, quem sabe sentado no banco de uma pracinha, com um ar de quem espera. E que eu preencha o vazio dessa espera. Quero que nos entreolhemos, quero sorrisos sem graças, quero mexidas em um cabelo esvoaçante por causa do vento, quero que o tempo pare por um segundo. Então, ele levanta. Depois de 5, 10 ou 15 minutos. De qualquer forma, eu estarei lá, por coincidência tenho um motivo para estar lá. Bem, ele levanta e anda timidamente em minha direção, desvia o olhar umas duas vezes, e quando nossos olhares se chocam, mais sorrisos. Ele continua, chega próximo o suficiente para eu sentir sua respiração densa, e em um ato de vergonha, finge ter ido até a mim por outro motivo, quem sabe pergunte as horas, ou jogue algo na lixeira próxima a mim. Ameaça a voltar ao banco, mas sente um aperto no coração, um aperto tão grande que o faz se voltar para mim. Olha-me, e chega tão perto agora, que eu não só ouço, como sinto seu coração bater. O calor do seu corpo se confunde com o meu, e os nossos lábios se tocam timidamente, até serem envolvidos por um longo beijo, e que longo beijo. Algo nele me pertuba, pertuba porque me prende, me faz de refem.
Sayuri
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário